segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PRECISAMOS UNIR FORÇAS, SE QUIZERMOS GANHAR A GUERRA. FORA PEDÁGIOS.

V I A  A L T E R N A T I V A


POR   JOSÉ RENATO GAMA DOS SANTOS

QUANDO O BARATO SAI CARO

Meus queridos amigos leitores e não amigos também, hoje estamos iniciando um novo trabalho no espaço aberto pela direção deste periódico. Espero que os assuntos aqui tratados sejam de interesses coletivos e que as noticias veiculadas não atinjam pessoas ou entidades em caráter proposital provocativo, porém, denunciaremos todo e qualquer fato não condizente com os ditames legais, ou seja, desde que prejudique individual ou coletivamente toda pessoa física ou jurídica, a níveis federal, estadual ou municipal.
Começamos denunciando a política de privatização das estradas adotada pelo Governo Federal, a chamada “de menor tarifa”. Ora, ora a explicação é simples, ganha quem apresentar o menor valor. Aparentemente é um ótimo negócio para quem concede, porém os riscos de descumprimento contratual são bem prováveis, pois o que acontece é nada mais, nada menos que uma aventura, protagonizada por empresa armadora de situação, que se não prevista contratualmente, leva-nos a entender que se trata de golpe previsível ou combinado entre partes. Entenderam?
Vejamos notícia veiculada no jornal o Estado de São Paulo, ipsi literis: “CONCESSIONÁRIAS DE RODOVIAS FEDERAIS BRIGAM POR PEDÁGIO MAIOR. Dois anos após provocarem euforia no mercado, ao ganharem a concessão de sete lotes de rodovias federais com deságios que atingiram 65%, as concessionárias recorrem ao governo para recompor seus caixas. Na prática, isso significaria reajustar o preço das tarifas de pedágio ou prorrogar os cronogramas de investimentos, previstos para ampliar e modernizar as estradas. Em resumo: mais uma vez quem vai pagar a conta é o consumidor. Os pedidos, chamados de reequilíbrio econômico-financeiro, foram entregues à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) pelas empresas OHL, Acciona e BR-Vias. Em 2007, elas venceram com folga a disputa pelas Rodovias Fernão Dias (BR-381), Regis Bittencourt (BR-116), Transbrasiliana (BR-153), BR-101 (ES/RJ), BR-393 (divisa de MG/RJ até a Dutra) e um trecho entre Curitiba e Florianópolis. Com lances ousados, as empresas deixaram para trás concorrentes de peso, como Ecorodovias e CCR, as grandes vencedoras do 1º leilão de rodovias federais, no governo FHC. As propostas feitas pelos grupos representaram tarifas baixíssimas de pedágios, que variavam de R$ 0,997 a R$ 3,865 - fato que foi amplamente comemorado pelo governo. Agora, no entanto, as concessionárias argumentam que foram atrapalhadas pela burocracia do Estado para iniciar as atividades de cobrança de pedágio, o que teria causado prejuízo de milhões. Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, nos pedidos de reequilíbrio, elas argumentam q;ue a construção das praças de pedágio foram prejudicadas por demora na obtenção de licenças ambientais e desapropriação de terrenos.”
Na época o Senhor Presidente Lula disse em tom eufórico que o resultado da concorrência era “e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r,” comentário bem comum a quem tem poucas letras, mas muito custoso para quem se locomove dentro do seu município tendo que pagar uma tri-tributação. IPVA, CIDE e PÉDÁGIO. É mole ou quer mais. Até aí, aparentemente, nada de mais, não é? Pois é. Tudo armadinho.
Segundo o site da concessionária da Rodovia BR 393 a ACCIONA: “É pioneira em desenvolvimento e sustentabilidade na Espanha. Conta com mais de 35 mil colaboradores, atua nos cinco continentes e em 30 países nas áreas de infra-estrutura, energia, água, serviços urbanos e de meio ambiente, imobiliária, serviços de logística e de transportes. Destaca-se no cenário internacional por sua capacidade de combinar o crescimento rentável de suas linhas de negócio como cuidado com o meio ambiente. Assim, cria valor para os acionista separa o meio ambiente de forma consistente. A companhia é pioneira em uma nova categoria de coorporações comprometidas em seu projeto e implantação de um modelo de negócio baseado em Infra-estruturas, Energias Renováveis e Projetos de Águas socialmente responsáveis.
Portanto, é uma empresa internacional de altíssimo poder econômico- financeiro, acostumada a grandes transações e conchavos também, mas deixemos as amenidades para depois.
As poderosas ganharam sete lotes de concessões de rodovias e assinaram os contratos, para de acordo com o Edital procederem as cobranças nas praças, logo após cumprirem as determinações impositivas das concessões. Apesar da euforia federal “para encher a bola da Ministra-candidata” e autora, sem assinar, da idéia do menor preço, segundo divulgado à época. Por outro lado a OHL outra vencedora da concorrência realizada em 09 de outubro de 2007 e, quando se esperava de uma empresa desse porte, o aporte de alguns milhões de euros para investir nas estradas (desculpem o trocadilho, por oportuno), no entanto o que se divulga, é que apesar de receber um empréstimo ponte do BNDES no valor de R$ 720.000.000,00 (setecentos e vinte milhões de reais), dinheiro suado do povo brasileiro, ela agora vem com essa conversa mole para boi dormir de que o caixa necessita de reequilíbrio. Receita Federal neles oh! Presidente. Você Lula quando assumiu a Presidência jurou defender a Constituição ou não? Assim as nossa divisas se escoam ralo a baixo.
Esses gringos acharam a fonte onde bebem muitas empresas brasileiras, que só têm de verde e amarelo os dólares que remetem para o exterior e os reais que corrompem determinados administradores públicos eleitos pelo povo faminto, aculturado e indefeso. Até eu que sou bobo, quero uma concessão nos moldes dessas.
Querem recompor os seus caixas, então abram as suas contabilidades para que se façam auditorias, e se comprovem agora o que todos já sabem, segundo dito pelo vice procurador da república, cujo nome me falta no momento: “negócio melhor que pedágio só o comércio ilegal de drogas.”

ACABAMOS COM OS PEDÁGIOS OU ELES ACABAM CONOSCO!!!



PEDÁGIOS BRASILEIROS
Por Alexandre Arrenius Elias

Você já deve conhecer, você já deve ter sido apresentado às cancelas impostas aos brasileiros e seus veículos que precisam circular pelas inúmeras rodovias que antes eram públicas (nossas) e que agora estão sendo exploradas por terceiros. Exploradas quer dizer: exploram os que delas utilizam. Exploração é bem a palavra autorizada e velada por nossos governos, por nossos políticos e autoridades competentes brasileiras.
Preços absurdos para a manutenção de rodovias e assistência aos usuários. Mega arrecadação financeira vinte quatro horas por dia, que se retornasse mesmo para beneficiar a malha rodoviária brasileira, teríamos estradas de ótima qualidade em todo o território nacional.
Os governos terceirizam em nome da eficiência, mas de quem? Muitas rodovias municipais, estaduais e federais se tornaram descaradas minas de ouro! Pedágios proliferam naturalmente com um ar de suprassumo nacional. O mais engraçado é que na mente do povão virou até status pagar tanto pedágio! Uma pergunta: será que devido à ausência de um sentido real de dignidade, então se sentem importantes pagando seja o que for para receberem um “boa viagem” dos cobradores? Que cumprimento caro, hein?
Ninguém sabe do destino certo do montante desse rio de dinheiro que flui diuturnamente pelas cancelas rodoviárias nacionais. Você nunca teve a curiosidade de fazer um cálculo básico de multiplicar o número de veículos que passam pelas cancelas pelo valor cobrado de seus usuários?
Pense neste simples cálculo quando estiver num pedágio, faça isso e associe tudo diretamente aos nossos nobres políticos, no mais tardar, lembre-se disso ao votar, se é que ainda tem coragem de acreditar em algum candidato que valha a pena. A evidência é que até em nossas rodovias nós estamos sendo legalmente roubados.
Politicamente falando, dê um pouco mais de atenção a seu discernimento de ser brasileiro, fará bem ao seu próprio bolso e, a consciência cívica do país agradecerá. Lembre-se, por exemplo, que anular o voto é uma opção legítima e bem válida num país onde o voto ainda é obrigatório e onde o político, convenientemente, se afastada de seus eleitores.
Nunca me esqueço do promotor de justiça que ao ser convidado a investigar possíveis roubos e fraudes na trama dos pedágios paulistas, ele simplesmente disse conformado: “este é um assunto de contratos e acordos políticos, não há o que fazer juridicamente”.
E assim como a CPMF, que diziam solucionar a crise da saúde pública, o dinheiro seguia para todos os lados, menos para os hospitais. A sociedade empobrece e ao mesmo tempo aceita conformada os abusos em seu próprio bolso! Retiram cada vez mais dinheiro da economia, principalmente da classe média e baixa, até quando?
Tratando-se de uma concessões de patrimônio público (nossas rodovias), deveria haver a máxima transparência contratual nos acordos firmados entre os governos, sociedade e concessionárias. Deveriam nos apresentar os cálculos que justificam honestamente a criação do pedágio, o valor obrigatório cobrado nas praças, bem como a necessidade dos aumentos. Os custos deveriam ser mostrados e comprovados, pois as rodovias são públicas. O asfalto chega a custar em muitas localidades, mais caro que o combustível utilizado nas viagens!
Alguns Estados já cobram, e daqui a pouco todos, aplicam pedágio até para as motocicletas! Quanto asfalto consome uma motocicleta? E quanta assistência é solicitada pelos motociclistas as concessionárias? Claro que a alegação da cobrança vem recheada de justificativas medíocres, como já são os absurdos cobrados no Seguro Obrigatório das motocicletas: o valor é para custear os acidentes e pronto. E tem mais, chegam a cobrar a metade do valor de um veículo de passeio! E todos aceitam...
ergunte a um caminhoneiro o quanto ele paga de pedágio. Lembre-se que caminhões e ônibus pagam por eixo... E se você achar coerente o que eles pagam, procure se informar melhor, pois infelizmente, neste país, você deve estar fazendo parte do grupo que não consegue fazer uma continha básica de multiplicação.
E como está mesmo a nossa educação brasileira? Será que os nossos nobres políticos também tem a ver com isso? Hum...
A tolerância é demais com a roubalheira descarada. Estão explorando ao máximo o que podem com a alegação da manutenção de nossas rodovias. Lembre-se que tudo isso é um efeito do que você permite e autoriza um político a fazer em seu nome. Sua conformação frente a isso nunca lhe custará barato, comece a fazer as continhas de multiplicação!
Lembre-se que o semianalfabeto é aquele que sabe ler, mas não consegue aplicar o que leu em sua realidade, não consegue contextualizar. Será que a realidade brasileira chega a ser tão medíocre que a maioria não consegue perceber se é ou não é semianalfabeta?
Um exemplo real no feriado de Tiradentes, a concessionária que cuida do Sistema rodoviário Castello-Raposo (SP), estimou que da zero hora de sexta-feira (18/04) até as 24h de segunda, mais de 425 mil veículos circulariam pelo seu Sistema, em ambos os sentidos. Vamos então as continhas do nível básico de educação brasileira sendo bem aplicada na realidade: 425 mil veículos pagando somente 4 reais de pedágio e nada mais, o arrecadado já chegaria a 1,7 milhões de reais. Que tal?

Fonte: Jornal do Povo, Três Lagoas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MELHOR MOMENTO PARA A CIDADE EM SEUS ÚLTIMOS CEM ANOS. VITÓRIA DO POVO.

PEDÁGIO DE TRÊS CÓRREGOS PRESTAÇÃO DE CONTAS e DNA *JOSÉ RENATO GAMA DOS SANTOS Meus queridos leitores amigos neste momento de grande alegria, quero deixar aqui o reconhecimento pela solidariedade a todos aqueles que nos dez anos de lutas, sempre estiveram em guarda contra toda sorte de tempestades que se abateram sobre o “Movimento Popular Pedágio Não,” o verdadeiro, o legítimo, o incansável, e o apóio amplo, irrestrito e incondicional dos moradores do 2º Distrito de Teresópolis.
Por dever de consciência gostaria de colher esse espaço, para apresentar a prestação de contas de todas as atividades e eventos desenvolvidos nesses anos de resistência e confrontos do MPPN, buscando reparação da cidadania ultrajada, com a imposição desse equivocado meio de exploração privada, que nada acrescentou ao nosso município, pois somente locupletou uma empresa formada com a pretensão única de ganhar lucros fáceis, não se importando com o desenvolvimento local, muito pelo contrário, tudo que aqui fez foi em causa própria, até as campanhas beneficentes (?), contaram com a colaboração direta da população, pagando pedágio e cristalizando a filantropia.
Lembram-se das campanhas de agasalhos promovidas pela expurgada e defenestrada empresa? Então, era assim: “você usuário dá os agasalhos e nós entregamos a comunidade carente, aí recebemos a gratidão e agradecimentos.” Ora, se manca ave de rapina.
Destarte, passaremos agora a desfilar todas as atividades desempenhadas pelo Movimento ao longo da década de exploração:
- emitimos 368 (trezentos e sessenta e oito) ofícios, dirigidos as mais diversas autoridades e entidades ligadas ou de certo modo partícipes da pendenga;
- escrevemos 110 (cento e dez) artigos, sendo 106 (cento e seis) publicados aqui em nossa coluna, neste espaço gentilmente cedido e mantido pelo Jornalista Wanderley Peres e 04 (quatro) no Jornal Terceiro Tempo de edição nacional, durante os últimos 03 (três) anos;
- formalizamos 18 (dezoito) denúncias aos setores competentes dentro de suas jurisdições, (Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Delegacia de Policia e Policia Militar do RJ), sempre atendendo às necessidades dos usuários, cujo único direito não questionado era usar a BR 116, nas condições apresentadas, apesar de não concordar, com a falta de modernização, prevista em cláusula contratual;
- passamos dezenas de emails para as mais diversas pessoas interessadas de algum modo no assunto pedágio e os seus malefícios às localidades atingidas;
- realizamos 01 (uma) Audiência Pública da Câmara dos Deputados Federais em nossa Cidade, em 26.09.2003, é bom lembrar que nessa audiência, com a presença de 02 (dois) Deputados Federais do Partido do Governo Federal, ficou decidido que a Praça de Pedágio de Três Córregos deveria ser retirada em definitivo, para tanto a Concessionária optaria por uma das três formas apresentadas. Que fique aqui bem explicado, nós temos o CD completo da citada audiência comprobatório – no entanto, nada aconteceu, nem a ATA apareceu até hoje, lamentável sob todos os pontos (mistério de Brasília, só as festinhas explicam). Assim costumamos dizer que naquela ocasião ficou decidido que nada foi decidido - um circo federal como foi dito na época por conhecido jornalista.
- estivemos em Audiência Pública na ALERJ, por convocação do Deputado Nilton Salomão, com o assunto Pedágio de Três Córregos;
- também, participamos de 02 (duas) Reuniões na Câmara Municipal de Teresópolis, reuniões essas convocadas para discutir a instalação e desinstalação da Praça Exatora e seus devastadores resultados sobre a economia municipal;
- organizamos a reação e pressão pela não colocação, em nosso combalido 2º. Distrito de uma Casa de Custódia, o que sem dúvidas liquidaria de vez, com as nossas pretensões de desenvolvimento e turismo;
- promovemos 15 (quinze) Carreatas no interior ao longo desses anos e 02 (duas) do interior até a Cidade, realizadas, respectivamente em 05 (cinco) e 08 (oito) de maio próximo passado. Sempre é bom e válido recordar a segunda carreta, quando a Cidade assistiu deslumbrada à entrada de 600 (seiscentos) veículos de forma ordeira e decidida em ordem de batalha e pronta para cobrar uma definição da Agência Reguladora – o que fez;
- estivemos 04 (quatro) vezes em Brasília para em contatos com diversas autoridades do governo federal, levar o pleito dos acuados moradores do 2º Distrito;
- viajamos 02 (duas) vezes à Curitiba no Paraná, na apresentação e no lançamento da campanha de coleta de assinaturas, para envio ao Congresso Nacional do Projeto de Lei de Iniciativa Popular para Regulamentação das Concessões das Estradas (Pedágios);
- participamos de incontáveis entrevistas em emissoras de rádios da região serrana, aí incluídas as Cidades de Teresópolis, Sumidouro, Sapucaia e São José do Vale do Rio Preto;
- tivemos oportunidade também, de inúmeras vezes concedermos entrevistas as Televisões locais e Regionais, incluídas as TV GLOBO, SBT, RECORD e TV CULTURA DO PARANÁ sempre sobre o tema Pedágio de Três Córregos. Cabe aqui destacar que em 02 (duas) ocasiões fomos entrevistados na TV ALERJ, no Rio de Janeiro, a convite do Deputado Estadual Nilton Salomão;
- compramos 01 (um) terreno e ali construímos uma ponte sobre o Rio que corre do Poço dos Peixes para o Rio Preto, para viabilizar a passagem pela Via Alternativa dos usuários usurpados pela sanha estúpida da concessionária. Essa ponte foi queimada na terça-feira de Carnaval dia 04.03.2003, por um bando de bêbados, pagos por alguém interessado em paralisar o trafego de veículos; perda de tempo dos trapalhão-ébrios, pois imediatamente a reconstruímos; posteriormente, o Prefeito Dr. Roberto Petto mandou construir uma nova ponte e colocou um tubulão de aço para escoar o rio e, que lá permanece até hoje;
- asfaltamos cerca de 500 (quinhentos) metros na 1ª etapa da conhecida Estrada de Caxambu, sendo que decorridos alguns anos o Prefeito Dr. Roberto Petto, encarregou-se de asfaltar os outros 2.000 metros, pois ficara consternado com o sofrimento do povo abandonado pela administração municipal anterior a sua; essa providencia podemos atestar foi o grande mote de partida para a nossa redenção, pois a partir dali ganhamos um grande aliado em nossa luta;
- recebemos o “Premio Teresa Christina” instituído pela Revista Cobertura, em reconhecimento pelo nosso trabalho no interior, e para saída do pedágio do Km 71, isso ocorreu em 16.12.2003;
- na mesma data foi-nos dado “Votos de Felicitações” pela Câmara Municipal de Teresópolis, em vista do recebimento do Premio acima citado;
- fomos agraciados com o “Título de Utilidade Pública,” concedido pela Prefeitura Municipal de Teresópolis, por Decreto do Prefeito Dr. Roberto Petto e outorgado pela Câmara Municipal em 04.06.2007;
- por gentil propositura do Vereador Marcelo Oliveira e em votação unânime da Câmara Municipal de Teresópolis recebemos com muita honra os “Títulos de Cidadãos Teresopolitanos” em 06.07.2009, eu e o companheiro Joel Alves Caldeira. Queremos crer que a honraria se deu em reconhecimento à nossa dedicação, na luta pela transferência em definitivo da Praça de Pedágio de Três Córregos para fora da Cidade, solução que sempre pleiteamos;
- de 25.11.2004 a 17.04.2006 foram realizadas 04 (quatro) reuniões com as presenças da ANTT PMT, MPF, MPE, CRT, ASSURB, quando diversas reivindicações nossas formam atendidas, como, por exemplo: 1ª) a manutenção da Via Alternativa aberta para veículos leves, limitados pela trave colocada ao lado da Praça de Pedágio de Três Córregos; 2ª) a concessão de passes para caminhões de cargas, materiais de construções, verdureiros e areeiros emplacados no Município de Teresópolis;
- por nossas constantes denúncias fomos interpelados judicialmente pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, questionando às nossas afirmações denunciadoras, tentando parar a nossa iniciativa de manter a chama acessa pela desativação da praça escarnecedora. Respondemos, convencemos, saímos ilesos e estamos estudando “o troco = revanche,” entendam bem, nada irá parar a minha sede de justiça, lisura e restabelecimento da ética;
- no transcorrer dos anos de guerra, sim a guerra da luz contra as trevas, também conhecida como Praça de Pedágio de Três Córregos, e na tentativa de manter acessa a chama e na coerência das reivindicações, promovemos diversas manifestações na Estrada, todas comunicadas por ofícios protocolados junto aos órgãos competentes. No entanto, sempre que comunicávamos a realização dos eventos, a Concessionária em sua mesquinhez e prepotência insana, recorria a Justiça, para alcunhar-se de vítima e requerer a expedição de “Interdito Proibitório,” para garantir “a integridade patrimonial” de suas instalações, como se aquelas instalações, não fossem bens públicos construídos, com os impostos pagos por nossos país e avós e, que na mão grande foram-nos surrupiadas. Vergonha ser atendida, porque usou a justiça para fazer-se de vítima quando era algoz. Observações: 1º.) os fatos narrados não obedecem à ordem cronológica das datas; 2º.) não aceitamos ser chamados de réus, nos Interditos Proibitórios impetrados pela Concessionária CRT, pois nada fizemos de ilícito, portanto não houve culpa para formação. Esperamos desta maneira que todos tenham entendido o recado aqui trazido, [eis portanto, o resultado do DNA do Movimento Popular Pedágio Não], que hoje o Brasil reconhece como o movimento social mais bem sucedido e que sempre agiu de forma pacífica, atingindo plenamente os seus objetivos, sendo apolítico por princípio. Acredito que, agora posso me despedir dos meus queridos leitores, pois o meu ciclo de luta contra o Pedágio de Três Córregos está encerrado, com a retirada definitiva da hodierna “Muralha de Jericó.”
JOSÉ RENATO GAMA DOS SANTOS brasileiro, teresopolitano, feliz com a vitória, disponível para qualquer luta pela moralidade e ética no meu país e na cidade que eu adotei e me adotou
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A MELHOR NOTICIA DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

ANTT autoriza Revisão Extraordinária da CRT e suspende cobrança de pedágio em Três Córregos
A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizou nesta terça-feira (24) a 1ª Revisão Extraordinária da Tarifa Básica de Pedágio do Contrato de Concessão PG 165/95-00, da rodovia BR-116/RJ Além Paraíba – Teresópolis explorado pela concessionária CRT. Esta decisão altera a Tarifa Básica de Pedágio (TBP) de R$ 2,58130 para R$ 2,85761, a partir de 02 de setembro de 2009. Cabe ressaltar que não se trata do reajuste da tarifa de pedágio vigente, que hoje é de R$ 7,70, mas sim da alteração da Tarifa Básica de Pedágio (TBP) estabelecida na assinatura do contrato de concessão, sobre a qual os reajustes anuais passarão a ser calculados. A resolução que autorizará a revisão ordinária e o reajuste de 2009 da tarifa paga pelo usuário da rodovia deverá ser publicada nos próximos dias com cálculo sobre a nova TBP. A alteração da Tarifa Básica de Pedágio é necessária para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato visto que, a partir do próximo dia 02 de setembro a concessionária vai suspender a operação da praça de pedágio localizada no município de Três Córregos /RJ (km 71) e adiar a implantação da praça prevista para o município de Sapucaia/RJ (km 14), pelo prazo de dois anos. Durante este período em que apenas a praça de Imbariê/RJ (km 133,5) e as duas praças auxiliares localizadas em Magé/RJ estarão funcionando.A equipe técnica da ANTT vai coordenar os estudos necessários para realocar as praças ao longo do trecho concedido com menor prejuízo à população e à economia local. A suspensão da cobrança se dará de 02 de setembro de 2009 até 01 de setembro de 2011, período que esta Agência acredita ser suficiente para finalização do estudo.

sábado, 4 de julho de 2009

A ANSIEDADE É GRANDE, A ESPERANÇA TAMBÉM, MAS NO BRASIL DE HOJE TUDO É POSSÍVEL..

PEDÁGIO DE TRÊS CÓRREGOS.
A EXPECTATIVA CONTINUA, SAIRÁ EM SETEMBRO?
*JOSÉ RENATO GAMA DOS SANTOS.

Meu querido leitor volto a escrever, ainda em viagem, especialmente hoje, estamos escrevendo da capital de São Paulo. Na semana passada estivemos em Curitiba, Paraná, por isso a ausência aqui na coluna, na ocasião do lançamento da campanha de coleta das assinaturas necessárias para apresentação do Projeto de Lei de iniciativa popular, para a regulamentação das concessões de rodovias (pedágios), tendo em vista que apesar de serem pagos por nós (impostos, taxas, contribuições etc.) os parlamentares estão muito ocupados atualmente, com as festas juninas em seus estados e, com outras atividades de seus interesses particulares, durante o resto do ano, por isso não dedicam o tempo necessário para atender as reivindicações do povo contribuinte.
Não devemos esquecer o ano que vem tem eleição.
Será que um dia nos acostumamos com isso ou reagimos exorcizando e expurgando de vez da política os aproveitadores da coisa pública, mandando os mesmos de volta ao ostracismo digno de suas pífias atuações?
O lançamento público ocorreu na histórica localidade batizada de BOCA MALDITA em pleno Centro Histórico e Cultural da Cidade de Curitiba, onde ocorrem os grandes momentos políticos e sociais, como por exemplo: o famoso discurso de pós-guerra do falecido Presidente Getúlio Vargas, o enfrentamento pela não privatização da COPEL ou ainda a vitoriosa proposta, “acolhida” pelos comandantes da Revolução Militar de 1964 pelas “DIRETAS JÁ”.
A chuva não deu descanso, nem trégua, não parou um minuto sequer, o que não impediu a notável afluência das pessoas que mesmo com toda água e frio, não deixaram de apoiar a iniciativa, colaborando na medida do possível, assinando e recebendo as listas em branco para coletar assinaturas em seus locais de convivências. A participação teve o apoio de toda a sociedade, aí contando com: deputados federais, estaduais e vereadores de diversos estados e partidos por si ou seus representantes, autoridades de diversas repartições públicas executivas, legislativas e judiciais, diretores de incontáveis entidades, sindicatos também de vários estados da federação, dirigentes empresariais, artistas, profissionais autônomos, participantes e ativistas de movimentos sociais, raciais, populares de diversas tendências, jornalistas de inúmeras empresas e mídias, estudantes de todos os níveis, religiosos das mais diversas crenças etc.
As grandes surpresas se deram com as presenças e participações de um cacique indígena e uma galera de hip-hop que fizeram questão de trazer solidariedades de suas gentes e tribos.
Também levaram solidariedade os dirigentes do MST Movimento dos Sem Terras, sobretudo a sinceridade de propósitos dos presentes. Segundo afirmaram o apoio real e irrestrito será em todo o território nacional. A galera hip-hopiana fechou questão e deixou claro o total envolvimento na luta ali iniciada. Lembramos a todos os nossos leitores e aqueles outros não tão amistosos em suas condutas, quando se omitem e dizem que não costumam ler a nossa coluna, por inveja, despeito ou mesmo por falta de alfabetização, que a nossa mobilização permanece, já que continuamos em assembléia permanente, dedicando nossas atenções a tudo que possa vir em discordância com aquilo que empenhou o Presidente da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres Senhor Bernardo Figueiredo, principalmente a sua palavra de homem público. Por fim que fique bem explicado e claro: a entidade que fala e representa os usuários da Rodovia BR 116 é a ASSURB – Associação dos Usuários da Rodovia BR 116, ninguém além do Senhor Presidente Joel Alves Caldeira ou seus Diretores, desde que credenciados por aprovação resolutiva da Assembléia Geral, por imposição estatutária poderá: falar, assinar, fazer acordo, concordar, discordar, receber aviso, notificação ou qualquer comunicação que diga respeito a assuntos de interesses dos mesmos (usuários da BR 116), uma vez que segundo previsto no Contrato de Concessão a entidade é a única credenciada, aceita explicitamente pela Agência Reguladora, pois foi pacificada a participação na Comissão Tripartite, pelo reconhecimento manifestado nos convites efetuados para tomar parte da Consulta Pública nº. 0001/2009, realizada em nosso Município em 19 de março próximo passado.

CONTAGEM REGRESSIVA: FALTAM 62 DIAS.
Não deixe de visitar o nosso blog: http://assurb116teresopolis.blogspot.com/ e também o blog do Fórum Nacional Anti Pedágio: pedágio.org
JOSÉ RENATO GAMA DOS SANTOS brasileiro consciente de que a luta é dura e o inimigo poderoso, mas não conhece as palavras corrupção, hipocrisia, medo, mentira e inveja.
PS. Não esqueçam: CASA DE CUSTÓDIA EM TERESÓPOLIS NÃO.

SE TODOS OS POLITICOS AGISSEM ASSIM, QUE BOM SERIA.


02 Julho 2009

Pedágio e mobilidade, por Angela Amin
Um dos graves problemas que comprometem a mobilidade das pessoas, o constitucional direito de ir e vir, decorre do que os técnicos chamam unaffordability, que significa inacessibilidade financeira, ou seja, falta de condições financeiras para utilizar um meio de transporte. A cobrança de pedágio num país com as desigualdades econômicas do Brasil ergue barreiras à circulação de veículos e pessoas em rodovias concessionadas, no caso de Santa Catarina, todas federais.Vale aqui recordar que algumas lideranças políticas, em outras épocas, chamavam tais concessões de privatização.Esta barreira econômica é mais grave para os moradores do município onde se situa a praça de pedágio.Em Santa Catarina, estes municípios são: Palhoça, Porto Belo, Barra Velha e Garuva, na BR 101, e Correia Pinto, Santa Cecília e Monte Castelo, na não duplicada BR 116. O sul do nosso Estado também terá pedágios na BR 101, tão logo seja concluída esta tão sonhada e postergada obra. Tomemos o caso do morador da nossa querida Palhoça que reside na belíssima Enseada de Brito. Além de utilizar um trecho não duplicado da BR, ao deslocar-se para o trabalho no centro da cidade de Palhoça, terá que pagar pedágio, inapelavelmente. Inclusive por não dispor de via alternativa.Para impedir este tipo de ônus, baseada em decisão judicial que beneficia há mais de um ano os moradores do município de Resende (Estado do Rio de Janeiro), apresentei projeto que isenta de pagamento o proprietário de veículo emplacado no município que “hospeda” a praça de pedágio.Tomo conhecimento de que o projeto de lei número 3.062/2008, por mim apresentado, recebeu parecer favorável do relator, deputado Vanderley Macris (PSDB/SP), na Comissão de Viação eTransportes da Câmara dos Deputados.Portanto, creio que cabe às lideranças catarinenses que têm proclamado sua solidariedade aos cidadãos dos municípios acima citados tomar uma atitude clara a respeito do projeto que, agora, não me pertence, mas pode ser a solução justa para milhares de catarinenses e brasileiros. O projeto pode, sim, ser aprimorado, mas não pode ser ignorado!Angela Amin: Deputada federal (PP/SC)